ARTE INDÍGENA CONTEMPORÂNEA

UM CAMINHO PARA UMA EDUCAÇÃO CRÍTICA E DECOLONIAL

Authors

DOI:

https://doi.org/10.19179/ek89rw15

Keywords:

Contemporary Indigenous art; Decolonial education; Textbook.

Abstract

The article discusses contemporary Indigenous art as a tool for the construction of a critical and decolonial education, in accordance with Law No. 11.645/2008. Based on a theoretical review and the analysis of Arts textbooks from the PNLD 2024–2027 (6th grade), it is observed that Indigenous presence is still predominantly addressed from a historical or anthropological perspective, with limited inclusion of contemporary artists. It argues that expanding these references within the curriculum may contribute to the deconstruction of stereotypes, the appreciation of cultural diversity, and the strengthening of Indigenous protagonism within the school environment.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • Ana Cláudia de Moura Cabral, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Porto Alegre/RS, Brasil

    Doutoranda em Artes Visuais, com ênfase em História, Teoria e Crítica, pelo PPGAV/UFRGS, desenvolve pesquisa sobre mulheres e os escritos sobre arte no Brasil do entresséculos. Mestre em Artes Visuais pelo mesmo programa e com a mesma ênfase, investigou os escritos sobre arte de Maria Clara da Cunha Santos publicados na revista A Mensageira no final do século XIX. É bacharela em História da Arte (2018) e licenciada em Artes Visuais (2024) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente, é editora da Revista Valise (PPGAV/UFRGS) e professora de Artes Visuais no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Campus Alvorada, onde ministra disciplinas de Estética, História da Arte e Linguagens Artísticas nos cursos superiores de Tecnologia em Produção Multimídia e Licenciatura em Pedagogia. Na mesma instituição, leciona Artes Visuais nos Cursos Técnicos Integrados em Meio Ambiente e em Produção de Áudio e Vídeo, além de atuar no PROEJA Técnico em Cuidados de Idosos, com o tema Arte e Saúde. Ademais, é professora de Artes no Colégio Leonardo Da Vinci, atuando na educação básica.Atuou na catalogação digital do acervo físico da Pinacoteca da Fundacred, em Porto Alegre, e como articuladora do grupo de estudos Pesquisadoras sobre Arte e Artistas Mulheres na Academia (PAMA), vinculado à Revista Acadêmica Desvio (EBA/UFRJ). Foi bolsista no núcleo de Artes do Programa de Iniciação à Docência (PIBID/UFRGS) e mediadora na 11 Bienal do Mercosul.

References

ALNA, Jairo; AL-JAVA, Cacique; DOS SANTOS, Marcela Mônica; KATO, Danilo. Representações dos povos indígenas no Dia 19 de Abril em contexto escolar: análise iconográfica pela perspectiva decolonial. Revista da FUNDARTE, Montenegro, v. 63, n. 63, p. 1-24, mar. 2025. Disponível em: https://seer.fundarte.rs.gov.br. Acesso em: 20 fev. 2026.

BANIWA, Denilson. Pajé-Onça: Hackeando a 33ª Bienal de Artes de São Paulo. Behance, 2019. Disponível em: https://www.behance.net/gallery/77978367/Paj-Onca-Hackeando-a-33-Bienal-de-Artes-de-Sao-Paulo. Acesso em: 23 jan. 2026.

BARBERO, Estela Pereira Batista; STORI, Noberto. "Artes indígenas" — territórios de diálogos. In: 19º Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas "Entre Territórios", Cachoeira, Bahia, 2010.

BORGES, Maria Letícia Cânovas; SIMÕES, Rosa Maria Araújo. Pandemia, arte-educação e "artivismo": reflexões a partir da espiritualidade, afeto, liberdade e oralidade de povos originários. In: GOBBI, Maria Cristina; SIMÕES, Rosa (org.). Sociedade, ativismo midiático e democracia. Aveiro: Ria Editorial, 2020. p. 356-373.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF, 2018.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP Nº: 11/2024, de 9 de maio de 2024. Brasília, 2024.

BRASIL. Presidência da República. Lei Nº 11.645, de 10 março de 2008. Brasília, 2008.

ESBELL, Jaider. Autodecolonização — uma pesquisa pessoal no além coletivo. Galeria Jaider Esbell, 2020. Disponível em: http://www.jaideresbell.com.br/site/2020/08/09/auto-decolonizacao-uma-pesquisa-pessoal-no-alem-coletivo/. Acesso em: 23 jan. 2026.

ESBELL, Jaider. Carta ao velho mundo. Galeria Jaider Esbell, 2019. Disponível em: http://www.jaideresbell.com.br/site/2019/03/20/carta-ao-velho-mundo/. Acesso em: 23 jan. 2026.

FERRARI, Solange dos Santos Utuari et al. Arte Por Toda Parte 6° ano. São Paulo: Editora FTD, 2022.

FLEURI, Reinaldo Matias. Interculturalidade, identidade e decolonialidade: desafios políticos e educacionais. Série Estudos — Periódico do Programa de Pós-Graduação em Educação da UCDB, Campo Grande, MS, n. 37, p. 89-106, jan./jun. 2014.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança. São Paulo: Paz e Terra, 1992.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1987.

FUSCALDO, Arthur Iraçu Amaral et al. Se Liga na Arte 6° ano. São Paulo: Moderna, 2022.

GOYA, Thiago Alexandre et al. SuperAÇÃO! Arte 6° ano. São Paulo: Moderna, 2022.

LIMA E MUNIZ, Mariana de et al. Rumos da Arte 6° ano. São Paulo: SM, 2022.

MELO FILHO, Celso Amancio de et al. Jornadas: novos caminhos — arte 6° ano. São Paulo: Saraiva, 2022.

MUNDURUKU, Daniel. O caráter educativo do movimento indígena brasileiro (1970-1990). São Paulo: Paulinas, 2012.

NASCIMENTO, Rita Gomes do. Relatório. In: BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CEB Nº: 14/2015, de 11 de novembro de 2015. Brasília, 2015.

NHAMBIQUARA, Budga Deroby. Educação Decolonial: Grafismo Indígena como caminho para (Des)Construção de olhares. 2023. Dissertação (Mestrado Profissional em Artes) — Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista, São Paulo, 2023.

NHAMBIQUARA, Budga Deróby; NHAMBIQUARA, Sarah De Castro Ribeiro. Educação Decolonial: Grafismo Indígena como caminho para (Des)Construção de olhares. In: CONFAEB Maranhão: territórios da arte na educação contemporânea, 2023, São Luís. Anais [...] São Luís: UFMA, 2023.

NITTO, Ana Carolina Pinheiro et al. Teláris essencial: arte 6° ano. São Paulo: Ática, 2022.

PESTANA, Guiomar Gomes Pimentel dos Santos et al. Trajetórias Arte 6° ano. São Paulo: Editora FTD, 2022.

SAAVEDRA, C. Literatura e arte indígena no Brasil. Veredas: Revista da Associação Internacional de Lusitanistas, [S. l.], n. 33, p. 102-120, 2021.

SANTOS, Stella Ramos et al. Amplitude arte 6° ano. São Paulo: Editora do Brasil, 2022.

SBARDELLOTO, Diane; BÖCKMANN, Estela; SOUZA, Hariel; LOPONTE, Luciana Gruppelli. Arte Indígena Contemporânea, Territórios e Pertencimento. ArteVersa. Disponível em: https://www.ufrgs.br/arteversa/arte-contemporanea-indigena-territorios-e-pertencimento/. Acesso em: 23 jan. 2026.

SILVEIRA, Silvia Camara Soter da et al. Mosaico arte 6° ano. São Paulo: Scipione, 2022.

SPENSY, Pimentel. O índio que mora na nossa cabeça: sobre as dificuldades dos brasileiros para entender os povos indígenas. São Paulo: Prumo, 2012.

VELOSO, Juliana de Lima. Arte Indígena Contemporânea: olhares e busca de uma professora de artes visuais. ArteVersa. Disponível em: https://www.ufrgs.br/arteversa/arte-indigena-contemporanea-olhares-e-busca-de-uma-professora-de-artes-visuais/. Acesso em: 23 jan. 2026.

VELOSO, Verônica Gonçalves et al. Araribá Conecta - Arte 6° ano. São Paulo: Moderna, 2022.

Published

28/05/2026

How to Cite

de Moura Cabral, A. C. (2026). ARTE INDÍGENA CONTEMPORÂNEA: UM CAMINHO PARA UMA EDUCAÇÃO CRÍTICA E DECOLONIAL. Revista Da FUNDARTE, 1(1), e1874. https://doi.org/10.19179/ek89rw15