A TRANSFORMAÇÃO DE UM MAUSOLÉU A UM DITADOR EM UMA GALERIA DE ARTE

UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE INTERVENÇÕES URBANAS DO COLETIVO APARECIDOS POLÍTICOS NO EX-MAUSOLÉU CASTELO BRANCO

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.19179/hpadxg62

Palabras clave:

arte pública, memória, ditadura civil-militar, desmonumentalização, coletivo aparecidos políticos

Resumen

El artículo presenta la trayectoria del Colectivo Aparecidos Políticos (CAP) en las intervenciones urbanas realizadas en el antiguo Mausoleo Castelo Branco, en Fortaleza, que culminaron en su transformación en la Galería de la Libertad en 2025. La experiencia, desarrollada a lo largo de quince años, articula arte público, memoria y política, cuestionando la permanencia de homenajes a figuras vinculadas con la dictadura civil-militar brasileña. El texto aborda el contexto histórico y simbólico del monumento, así como las acciones artísticas que resignificaron el espacio —desde proyecciones y performances hasta residencias artísticas—. Basado en autores como Benjamin, Didi-Huberman, Seligmann-Silva y Safatle, el relato destaca el papel del arte como dispositivo de contramemoria y resistencia, proponiendo la desmonumentalización como práctica crítica y pedagógica. Al analizar la creación de la Galería de la Libertad, el artículo discute las disputas en torno a la memoria pública y la relevancia de la justicia transicional en los campos del arte y la ciudadanía.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Alexandre de Albuquerque Mourao, Universidade Federal do Maranhão - UFMA, São Luis/MA, Brasil

    Professor efetivo de Artes Visuais da Universidade Federal do Maranhão. Possui Doutorado em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Escolar, da Universidade de Brasília, com uma tese sobre a memória de artistas ex-perseguidos políticos da ditadura militar. É Mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará, com uma investigação sobre Biopolítica e Estado de exceção. É graduado em Psicologia pela Universidade de Fortaleza e foi psicólogo clínico de 2010 a 2025. Foi Consultor, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento da ONU, Conselheiro para Assuntos de Estresse da Organizações das Nações Unidas (ONU) e Coordenador de Articulação Social e Ações Educativas da Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça. Possui Licenciatura em Artes Visuais, pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFCE. Mais recentemente vem desenvolvendo uma pesquisa interdisciplinar sobre arte, ciência e tecnologia e as possibilidades do exercício da criatividade dentro da Universidade.

Referencias

AINDA ESTOU AQUI. Direção: Walter Salles. Rio de Janeiro: VideoFilmes; RT Features; MACT Films, 2024. 1 filme (136 min), son., color.

BRASIL. Comissão Nacional da Verdade. Relatório. Brasília, DF: CNV, 2014. 3 v.

BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. Organização de Adalberto Müller, Márcio Seligmann-Silva. Tradução de Adalberto Müller, Márcio Seligmann-Silva. Notas de Márcio Seligmann-Silva. Ed. crítica. São Paulo, SP: Alameda, 2020.

BENJAMIN, Walter. Passagens. Edição alemã de Rolf Tiedemann; organização da edição brasileira Willi Bolle; colaboração na organização da edição brasileira Olgária Chain Féres Matos; tradução do alemão Irene Aron; tradução do francês Cleonice Paes Barreto Mourão; revisão técnica Patrícia de Freitas Camargo; posfácios Willi Bolle e Olgária Chain Féres Matos. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2009. 1168 p. Título original: Das Passagen-Werk

CARLUCCI, Manoela. 71% dos brasileiros consideram a democracia melhor forma de governo, segundo Datafolha. CNN Brasil, São Paulo, 31 mar. 2024. Política. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/71-dos-brasileiros-consideram-a-democracia-melhor-forma-de-governo-segundo-datafolha/. Acesso em: 28 out. 2025.

COMISSÃO DA VERDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO (CEV) “RUBENS PAIVA”. O Bagulhão: a voz dos presos políticos contra os torturadores. São Paulo: Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”, 2014. (Relatório – Tomo I, Parte I).

EX-PRESIDENTE CASTELO BRANCO. Produção: Agência Nacional / Arquivo Nacional. Fotografia: Ubenor Santos e Valmir Ribeiro, 1972. 1 vídeo (2:25 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=RNe9JbnSdik . Acesso em: 1 nov. 2025.

GOMES, Lilian Alves; LANES, Patrícia. Pedras no caminho do esquecimento: monumentos, ações desmonumentalizadoras e contramemoriais no espaço público. Entropia, Rio de Janeiro, v. 8, n. 15, jan./jun. 2024.

GUERRA, Luis Eduardo Quintao. Creative insurgencies in postdictatorial(ising) Brazil: memory conflicts, artistic practices, and political activism. 2023. Tese (Doutorado em Filosofia) – Faculty of Arts and Social Sciences, University of Technology Sydney, Sydney, 2023.

GUIMARÃES, Lucas N.; FUNDARÒ, Mario. A relação entre o patrimônio moderno e a arquitetura de memórias: um estudo de caso sobre a arquitetura memorial presente no Mausoléu Castelo Branco em Fortaleza. In: 14º Seminário Docomomo Brasil, 2021, Belém. Anais... Belém: Docomomo Brasil, 2021. Disponível em: https://publicacoes.docomomobrasil.com/anais/article/view/874/780 Acesso em: 30 out. 2025.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Tradução de Laurent León. São Paulo: Vértice, 1999.

MIS MUSEU DA IMAGEM E DO SOM CHICO ALBUQUERQUE (CE). Galeria da Liberdade. Fortaleza, 2025. Disponível em: https://mis-ce.org.br/exposicoes/galeria-da-liberdade. Acesso em: 1 nov. 2025.

MOURÃO, A; PACHECO, S. et al. Somos os que foram: Coletivo Aparecidos Políticos – 10 anos. 1. ed. Fortaleza: Editora Reticências, 2021.

MOURÃO, Alexandre de Albuquerque; FIGUEIREDO, C. F.; SCHINCARIOL, R. Lampejos: arte, memória, verdade e justiça. 1. ed. Belo Horizonte: Synergia, 2016.

MOURÃO, A.; HENRIQUE SILVA, Daniele Nunes. Aparecidos Políticos: juventude por políticas públicas de memória, verdade e justiça. Revista de Direitos e Garantias Fundamentais (FDV), Vitória, v. 17, p. 409-430, 2017.

MOURÃO, A.; PACHECO, S.; BRUNO, E. Análise – Como (subverter) a desastrosa realidade?. Jornal O Povo, Fortaleza, 14 mar. 2023, p. 3.

MOURÃO, A.; NINA, S. A encruzilhada da memória: quando a arte pública derruba os monumentos das ditaduras militares. Pós: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG, Belo Horizonte, v. 13, p. 212-229, 2023.

MOURÃO, A.; PACHECO, S et al. Minimanual da Arte Urbana. 1. ed. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2015.

PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliana da (Org.). Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2009.

PACHECO, S. M. N. et al. Topografia da memória: traços da normal-excepcionalidade na experiência alemã e brasileira. Le Monde Diplomatique Brasil, São Paulo, 26 set. 2024.

PACHECO, S. M. N. Uma cartografia da ausência: o desaparecimento como estratégia necropolítica da ditadura civil-militar brasileira. 2025. Monografia (Bacharelado em Filosofia) — Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2025.

PAULON, Simone Mainieri. A análise de implicação como ferramenta na pesquisa-intervenção. Psicologia: Ciência e Profissão, Brasília, v. 25, n. 3, p. 398-413, set. 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/psoc/a/YWZKDkyF5zBjQvhjJZkdK7m/abstract/?lang=pt. Acesso em: 10 out. 2025.

PÓVOA RODRIGUES, Bruno; FONSECA, Fabio. ALÉM DOS MUROS: ARTE URBANA, UMA DISCUSSÃO POLÍTICA, SOCIOCULTURAL E SUA REPRESENTAÇÃO GEOESPACIAL. Revista da FUNDARTE, [S. l.], v. 66, n. 66, p. e1693, 2025. DOI: 10.19179/rdf.v66i66.1693. Disponível em: https://seer.fundarte.rs.gov.br/index.php/RevistadaFundarte/article/view/1693. Acesso em: 3 nov. 2025.

ROCHA, Marisa Lopes da; AGUIAR, Kátia Faria de (Org.). Pesquisa-intervenção e a produção de novas análises. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2003.

ROLIM, H. Potencialidades da arte pública relacional na arte/educação: práticas da cidade como sala de aula. 2014. Tese (Doutorado em Educação Artística) – Universidade do Porto, Porto, 2014.

SAFATLE, Vladimir. Do direito inalienável de derrubar estátuas. El País Brasil, Opinião, 26 jul. 2021. Disponível em: https://brasil.elpais.com/opiniao/2021-07-26/do-direito-inalienavel-de-derrubar-estatuas.html. Acesso em: 29 out. 2023.

SELIGMANN-SILVA, Márcio. Exhibit Memory. Artememoria Magazine, [S. l.], n. 1, 2018.

SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicologia Clínica, Rio de Janeiro, v. 20, n. 1, p. 65-82, 2008.

SELIGMANN-SILVA, Márcio. O testemunho como estratégia de resistência e como re-existência. (Nota: Esta referência também parece incompleta. O destaque foi aplicado ao título.)

SILVA, Leonardo da Costa; OLIVEIRA, Jane de. A competência crítica em informação no contexto da Inteligência Artificial: reflexões a partir de um modelo de avaliação. Informação & Informação, Londrina, v. 28, n. 2, p. 453-483, ago. 2023. Disponível em: https://revista.ibict.br/fiinf/article/view/6575. Acesso em: 25 out. 2023

TELES, Edson; SAFATLE, Vladimir (Org.). O que resta da ditadura: a exceção brasileira. São Paulo: Boitempo, 2010.

Publicado

22/04/2026

Número

Sección

Relato de Experiência

Cómo citar

de Albuquerque Mourao, A. (2026). A TRANSFORMAÇÃO DE UM MAUSOLÉU A UM DITADOR EM UMA GALERIA DE ARTE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE INTERVENÇÕES URBANAS DO COLETIVO APARECIDOS POLÍTICOS NO EX-MAUSOLÉU CASTELO BRANCO. Revista Da FUNDARTE, 1(1), e1826. https://doi.org/10.19179/hpadxg62