BANCAS DE HETEROIDENTIFICAÇÃO NO ESTADO DO AMAPÁ
“SER OU NÃO PRETO, EIS A QUESTÃO!?”
DOI:
https://doi.org/10.19179/rva6n509Keywords:
Banca de Heteroidentificação; Cotas; Justiça Social; Amapá.Abstract
O presente artigo abordou as reflexões dos participantes do curso de capacitação promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), realizado no período de 28/09 a 24/11/2023, denominado "Curso de Capacitação para Comissões de Heteroidentificação: Cotas Raciais, Equidade e Justiça Social". O objetivo geral foi analisar os materiais utilizados para instrumentalizar os cursistas que atuam ou pretendem atuar nas comissões de Heteroidentificação nos processos seletivos nas intuições públicas do Estado do Amapá. Trata-se de uma pesquisa qualitativa exploratória, que utilizou a bibliográfica e o método dedutivo hipotético como instrumento de investigação. O curso foi dividido em cinco módulos, ao longo de 120 horas, apresentando uma abordagem multifacetada. Iniciou-se com o módulo "Movimento Negro e Sociedade," contextualizando historicamente a luta por equidade racial. Os módulos subsequentes exploram "Racismo e Teorias Raciais" e "Políticas de Ações Afirmativas: Contexto Histórico," fornecendo bases teóricas fundamentais. A segunda metade do curso focou nos aspectos específicos das Comissões de Heteroidentificação, abordando "Legislação" e "Prática". Houve encontros síncronos e assíncronos, presenciais e virtuais, tendo como suporte diversas metodologias ativas, incluindo palestras, rodas de conversa, debates, estudos dirigidos e a utilização de novas tecnologias como o Google Sala de Aula. A proposta permitiu conhecer as peculiaridades do grupo, trocar experiências/vivências e planejar orientações compreensíveis e significativas aos cursistas para que estes possam atuar em bancas de Heteroidentificação principalmente para poder responder questões e problemáticas do que é ser negro e quais os critérios necessários para uma banca eficaz de Heteroidentificação.
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